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Sexta-feira, 3 de abril de 2026
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Vamos falar sobre obesidade infantil?

Publicado em 1 de julho de 2025 às 01:09h

Vamos falar sobre obesidade infantil?   

A obesidade é uma doença crônica e complexa, caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal. Além de causar danos à saúde dos indivíduos, a obesidade também reduz sua expectativa de vida. A Organização Mundial de Saúde (OMS) relata que o número de crianças e adolescentes com obesidade, entre cinco e 19 anos, em todo o mundo, aumentou 10 vezes na última década. Se nada for feito, estima-se que a prevalência de obesidade infantil aumente em 60% na próxima década, chegando a 254 milhões de crianças e adolescentes, entre cinco e 19 anos, no ano de 2030. Nesse mesmo ano de 2030, estima-se que o Brasil ocupará o quinto lugar no ranking de países com maior número de crianças e adolescente com obesidade.

A obesidade infantil pode persistir na vida adulta (50%dos adolescentes com obesidade, permanecerão obesos quando adultos), aumentando o risco de doenças crônicas não transmissíveis, como, por exemplo, diabetes melito tipo 2, hipertensão arterial, dislipidemia, síndrome metabólica e alguns tipos de câncer. A obesidade é causada pela interação de fatores genéticos, ambientais e comportamentais. Filhos de pais com obesidade e indivíduos de classe socioeconômica mais desfavorecida têm maior risco de terem obesidade.

O aumento da prevalência nas últimas décadas resulta da combinação de fatores genéticos e exposição a um ambiente obesogênico, com consumo aumentado de alimentos densamente calóricos, processados e ultraprocessados, aumento do sedentarismo, maior uso de dispositivos eletrônicos, redução das horas de sono, e tudo isso associado a fatores culturais e psicológicos, presentes tanto no domicílio como na escola e comunidades.

A prevenção da obesidade infantil é possível se houver um esforço conjunto com a participação de todos os atores que fazem parte desse processo incluindo família, comunidade, escola, rede de saúde, órgãos governamentais, indústria alimentícia, mídia e outros mais.

Por Dra. Karoliny Veronese - Médica Pediatra.