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Sol, praia e piscina: cuidados essenciais com os olhos no verão

Publicado em 15 de dezembro de 2025 às 17:10h

Sol, praia e piscina: cuidados essenciais com os olhos no verão

No verão, todo mundo lembra do protetor solar para a pele, mas os olhos — que também sofrem com o excesso de sol, cloro, sal e vento — muitas vezes são esquecidos. Exposição intensa à radiação UV, contato com água de piscina e do mar, ar-condicionado e ambientes lotados podem causar desde irritações simples até problemas mais graves, como queimaduras na córnea, alergias, conjuntivites e até acelerar o aparecimento da catarata.

Dra. Luísa Gross | Divulgação.

A oftalmologista Dra. Luísa Gross, especialista em Cirurgia Plástica Ocular e Vias Lacrimais do Centro Capixaba de Olhos (CCOlhos), destaca que “o verão aumenta todos os fatores de risco para agressões oculares. Pequenos cuidados fazem muita diferença para preservar a saúde dos olhos”.

Confira as principais recomendações:

1. Óculos de sol com proteção UV de verdade

A recomendação da especialista é clara: prefira óculos com proteção 100% UVA e UVB (UV 400), adquiridos em óticas confiáveis.

“Óculos falsos são perigosos porque escurecem o ambiente, fazem a pupila dilatar e deixam entrar ainda mais radiação, já que não têm proteção UV. Eles pioram o problema”, alerta Dra. Gross.

A exposição aos raios UV pode causar fotoceratite (uma “queimadura de sol” na córnea), favorecer o pterígio, acelerar o desenvolvimento da catarata e, a longo prazo, aumentar o risco de câncer ocular e nas pálpebras.

2. Bonés e chapéus são aliados da proteção

Além dos óculos, acessórios como bonés, viseiras e chapéus de aba larga ajudam a criar uma sombra extra.“Eles reduzem a incidência direta da luz solar e protegem as pálpebras, que 

3. Atenção à “conjuntivite de verão”

Olhos vermelhos, ardência, coceira e secreção são sinais de alerta. Nesta época, clubes, piscinas e praias cheias favorecem a transmissão.

“As conjuntivites virais são altamente contagiosas. Em caso de sintomas, a pessoa deve evitar aglomerações, não compartilhar objetos pessoais e procurar avaliação”, reforça Dra. Gross.

Quadros virais podem causar visão embaçada por semanas — por isso, diagnóstico e cuidados de higiene são fundamentais.

4. Não abra os olhos debaixo d’água

Cloro, sal e micro-organismos podem irritar e até infectar os olhos.

“Piscinas e mar não são ambientes estéreis. Óculos de natação ajudam muito e evitam problemas”, orienta a médica.

5. Evite coçar os olhos

Mesmo que o incômodo seja grande, a recomendação é não esfregar. “Coçar aumenta o risco de infecção e, em pessoas predispostas, pode contribuir para o ceratocone”, destaca a oftalmologista.

Se houver irritação, lave com soro fisiológico gelado. Se não melhorar, procure atendimento.

6. Lubrifique os olhos — o ar-condicionado resseca

Ambientes climatizados reduzem a umidade e aceleram a evaporação da lágrima, causando ardência e sensação de areia. “O uso de lágrimas artificiais ajuda muito, especialmente para quem já tem olho seco ou alergias”, recomenda a especialista.

7. Lentes de contato na praia e piscina: cuidado redobrado

A água favorece o acúmulo de micro-organismos na superfície da lente, aumentando o risco de infecções graves. “O ideal é não usar lentes para entrar no mar ou na piscina. Mas, se usar, jamais durma com elas e nunca reutilize as descartáveis”, orienta.

8. Maquiagens e cosméticos exigem atenção

Calor e suor facilitam o contato da maquiagem com a superfície ocular.

“Use produtos hipoalergênicos e evite compartilhar itens como rímel e lápis. Maquiagem vencida pode causar alergias ou conjuntivites”, explica Dra. Gross.

9. Evite “receitas caseiras”

Nada de chá, colírio emprestado ou soluções caseiras. “Produtos não estéreis ou colírios inadequados podem mascarar infecções graves e até aumentar a pressão ocular, o que é muito perigoso”, afirma a especialista.


Quando procurar ajuda?

A oftalmologista Luísa Gross alerta para os sinais de urgência, como: dor forte no olho, vermelhidão intensa, visão embaçada ou perda de visão, secreção amarelada ou esverdeada e sensação de corpo estranho que não melhora.

Ela reforça que proteger os olhos é tão importante quanto proteger a pele.

“A maioria dos problemas de verão pode ser evitado com atitudes simples. Se houver dor, alteração na visão ou sintomas que não melhoram, é fundamental procurar um oftalmologista e nunca se automedicar”, conclui.

Com cuidados básicos, é possível aproveitar o sol, a praia e a piscina com segurança — e sem colocar a visão em risco.