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Quinta-feira, 2 de abril de 2026
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Mulheres brasileiras dormem mal

Publicado em 5 de fevereiro de 2026 às 16:16h

Mulheres brasileiras dormem mal

As mulheres têm pior qualidade de sono em relação aos homens no Brasil. Pesquisa do Vigitel (Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) 2025, apresentada pelo Ministério da Saúde mostraram dados relacionados ao sono pela primeira vez.

Para as 833.217 entrevistas foram realizadas amostras da população brasileira com 18 anos ou mais nas 26 capitais e no Distrito Federal. A frequência de adultos com duração curta de sono foi maior no sexo feminino (21,3%) em relação ao masculino (18,9%). Nelas, as taxas estão superiores em 18 capitais, incluindo São Paulo e no Distrito Federal.

Além do sono, o inquérito também investigou tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas, excesso de peso, diabetes e obesidade, hipertensão, consumo alimentar, prática de atividade física, entre outras questões.

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Para a pneumologista e Especialista em Medicina do Sono, Jessica Polese, as mulheres atualmente estão sobrecarregadas e a maioria acumula a função de cuidar da casa, filhos e ainda trabalhar fora. “É uma rotina pesada, estressante a qual a maioria se habitua devido à fatores culturais”, explica a médica.

Além disso, outros fatores podem interferir no sono delas. “As mulheres passam por diversas fases na vida, gravidez, menopausa  e todas elas, afetam a qualidade do sono”, ressalta Jessica.

Na gestação, as mulheres enfrentam dificuldades de sono devido a alterações hormonais, desconforto e a necessidade frequente de urinar. “O sono durante a gravidez e após o nascimento do bebê é uma fase difícil para mulher”, diz a médica.

Já na menopausa as alterações hormonais típicas dessa fase estão entre as principais responsáveis por sintomas como despertares noturnos, insônia e dificuldade de manter um sono profundo. “Esses fatores podem levar a cansaço crônico, queda de rendimento no trabalho e até aumentar o risco de doenças cardiovasculares e metabólicas. Cada paciente deve ser avaliada individualmente. O tratamento do sono precisa ser multidisciplinar e pode incluir desde ajustes comportamentais até intervenções médicas personalizadas. O objetivo é devolver qualidade de vida e energia para o dia a dia dessas mulheres”, completa a médica.