Eletroneuromiografia amplia precisão no diagnóstico de doenças neurológicas
Eletroneuromiografia amplia precisão no diagnóstico de doenças neurológicas
Exame avalia o funcionamento dos nervos e músculos e auxilia na investigação de sintomas como dor, fraqueza, dormência e formigamentos
A Rede Meridional passa a oferecer, a partir do dia 29 de julho, o exame de eletroneuromiografia (ENMG), um importante recurso para o diagnóstico de doenças que afetam os nervos periféricos e os músculos. O procedimento será realizado pelo neurologista e especialista em eletroneuromiografia Christian Ricardo Ibsen, com agenda inicial no período da tarde e frequência quinzenal, podendo ser ampliada conforme a demanda. Também haverá disponibilidade para atendimentos particulares mediante agendamento.
De acordo com o médico, a eletroneuromiografia é um exame que permite avaliar, de forma detalhada, o funcionamento dos nervos e dos músculos. "O exame é realizado em duas etapas. Primeiro, fazemos o estudo da condução nervosa por meio de pequenos estímulos elétricos aplicados sobre a pele, que avaliam a velocidade e a qualidade da transmissão dos impulsos nervosos. Em seguida, utilizamos uma fina agulha descartável para analisar a atividade elétrica dos músculos em repouso e durante a contração. Essas informações são fundamentais para identificar diversas doenças neurológicas", explica Christian Ricardo Ibsen.
A ENMG é indicada para pacientes que apresentam sintomas como dor na coluna, dor nos braços ou pernas, fraqueza muscular, dormência, formigamentos, câimbras, tremores e rigidez. O exame também auxilia o especialista a diferenciar doenças que acometem os nervos, os músculos ou a medula espinhal, contribuindo para um diagnóstico mais preciso e para a definição do tratamento mais adequado.
Entre as principais condições que podem ser investigadas estão a síndrome do túnel do carpo, neuropatias periféricas — como a neuropatia diabética —, radiculopatias provocadas por hérnias de disco, incluindo os casos de ciatalgia, além de doenças neuromusculares, como Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), Miastenia Gravis, Síndrome de Guillain-Barré e diferentes tipos de miopatias.
Segundo Christian Ricardo Ibsen, a qualidade do exame depende tanto da tecnologia empregada quanto da experiência do profissional responsável pela sua realização. "A eletroneuromiografia é um exame altamente dependente da avaliação médica. Por isso, é fundamental que seja realizada por um especialista com formação específica e utilizando equipamentos modernos, capazes de oferecer maior precisão diagnóstica", destaca.
O neurologista possui formação em Neurologia e subespecialização em Eletroneuromiografia pelo Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (IAMSPE), em São Paulo, um dos principais centros de referência do país. Na Rede Meridional, os exames serão realizados em equipamento de última geração, fabricado em 2026 e devidamente regularizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), oferecendo recursos avançados para diagnósticos especializados.