Consumo de chocolate na Páscoa exige moderação: endocrinologista dá orientações para evitar excessos
Consumo de chocolate na Páscoa exige moderação: endocrinologista dá orientações para evitar excessos
De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas, a páscoa representa um dos picos de vendas do setor no Brasil, com milhões de ovos de chocolate comercializados todos os anos. No entanto, com o aumento do consumo de chocolates, também surge o alerta para os excessos.
Para atravessar o período com equilíbrio, a endocrinologista Dra. Gisele Lorenzoni orienta que o primeiro passo é evitar a lógica do “tudo ou nada”. “Restringir completamente o chocolate pode aumentar a compulsão e levar ao exagero. O mais indicado é permitir o consumo, mas com moderação”, afirma.
Embora o doce seja um dos símbolos da data, o consumo excessivo pode trazer impactos à saúde, ainda mais em um contexto nacional de altos índices de doenças metabólicas. Segundo o Ministério da Saúde, mais da metade da população adulta brasileira está acima do peso, e o consumo elevado de açúcar é um dos fatores associados.
A escolha do tipo de chocolate também pode influenciar. “Chocolates com maior teor de cacau, acima de 60%, geralmente têm menos açúcar e promovem maior saciedade, o que ajuda a evitar o consumo em grandes quantidades”, explica a especialista.
Outro ponto importante, é o controle das porções. Segundo a médica, pequenas quantidades ao longo do dia já são suficientes para matar a vontade, sem sobrecarregar o organismo. Dados da Organização Mundial da Saúde recomendam que o consumo de açúcares livres não ultrapasse 10% do total de calorias diárias, sendo o ideal abaixo de 5% para benefícios adicionais à saúde. Na prática, isso equivale a cerca de 25 a 50 gramas de açúcar por dia para um adulto.
A endocrinologista sugere fracionar as porções como estratégia para evitar o consumo automático durante a Páscoa. Manter hábitos saudáveis ao longo do dia é outro fator essencial. “Mesmo com o consumo de chocolate, é importante priorizar refeições equilibradas, ricas em fibras e proteínas, além de manter uma boa hidratação”, acrescenta.
No entanto, para pessoas com condições como diabetes ou resistência à insulina, o cuidado deve ser redobrado. “Esses pacientes podem consumir, mas precisam de ainda mais atenção às quantidades e, sempre que possível, orientação individualizada. É importante aproveitar sem culpa, mas com consciência”, finaliza a endocrinologista Gisele Lorenzoni.