Colesterol alto: o perigo invisível que pode causar infarto e AVC
Colesterol alto: o perigo invisível que pode causar infarto e AVC
Especialista alerta para os riscos do acúmulo de gordura nas artérias e ensina como se proteger com exames simples e bons hábitos
O Dia Nacional de Combate ao Colesterol convida a sociedade a refletir sobre um dos maiores inimigos silenciosos da saúde cardiovascular: as dislipidemias. Muitas vezes assintomático em suas fases iniciais, o acúmulo de gordura nas artérias atua de forma progressiva, elevando drasticamente o risco de eventos graves e fatais, como o infarto agudo do miocárdio e o acidente vascular cerebral (AVC).
De acordo com o cardiologista André Brandão, membro do corpo clínico da Rede Meridional, o controle rigoroso dos níveis de lipídios no sangue é uma das chaves fundamentais para a longevidade e a qualidade de vida. O especialista alerta que a falta de sintomas precoces faz com que muitas pessoas descubram o problema apenas quando surgem complicações cardiovasculares agudas. "O colesterol elevado age de maneira silenciosa, destruindo a saúde dos vasos sanguíneos ao longo dos anos sem dar nenhum sinal de alerta evidente", aponta o médico.
Embora o colesterol alto seja predominantemente silencioso por anos, quando as artérias sofrem obstruções severas ou ocorre o acúmulo excessivo de gorduras em locais específicos, podem surgir sinais de alerta indiretos e sintomas associados a complicações, tais como: dores no peito (angina) decorrentes da falta de irrigação cardíaca adequada, falta de ar ao realizar pequenos ou médios esforços, tonturas, formigamentos ou fraqueza repentina (que podem indicar risco ou ocorrência de AVC), além do surgimento de xantomas (pequenos depósitos de gordura na pele ou ao redor dos olhos).
Para evitar surpresas desagradáveis e identificar alterações antes que qualquer sintoma apareça, a realização periódica de exames de rotina — como o lipidograma completo — é indispensável a partir de recomendação médica.
Além do monitoramento laboratorial, a adoção de hábitos saudáveis é o principal pilar de defesa. O cardiologista ressalta a necessidade de combinar uma dieta rica em fibras, gorduras boas e pobre em ultraprocessados com a prática regular de exercícios físicos. "A mudança no estilo de vida e na alimentação não é apenas uma forma de prevenção, mas o verdadeiro alicerce para manter o sistema circulatório protegido e funcional", destaca o especialista da Rede Meridional.