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Sexta-feira, 4 de setembro de 2026
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Instituto Ponte celebra 12 anos transformando trajetórias e promovendo ascensão social em uma geração

Publicado em 3 de setembro de 2026 às 18:08h

Instituto Ponte celebra 12 anos transformando trajetórias e promovendo ascensão social em uma geração

Levantamento mostra que jovens apoiados pelo Instituto têm renda muito superior à renda per capita de sua família quando entraram no programa

Ao receber o diploma, o jovem atendido pelo Instituto Ponte passa a ganhar, em média, sete vezes mais do que a renda per capita da família quando ele entrou no programa. Esse avanço se reflete também na taxa de empregabilidade: 94% dos alunos do programa que concluíram a graduação estão inseridos no mercado de trabalho. Os dados integram o balanço dos 12 anos do Instituto, completados em setembro, que, nesse período, já conectou 718 alunos à educação de qualidade e conta com 166 jovens cursando o ensino superior atualmente.

Wagner Estevam Barcelos da Silva | Dviulgação

Com atuação em 19 estados brasileiros, o principal mecanismo para impulsionar os talentos das periferias é o Pro Bono Escolar. Instituições privadas cedem vagas em salas de aula de referência no país, enquanto o programa seleciona os perfis de elevado desempenho, mas que não têm condições financeiras de arcar com as mensalidades. Em 12 anos, 132 instituições parceiras já viabilizaram 963 bolsas estudantis, sendo 427 para o ensino fundamental e médio, 436 para cursos de idiomas e 100 para pré-vestibulares. Ao todo, isso representa um investimento estimado em R$ 53 milhões.

O suporte não se limita às bolsas. Com o apoio de equipe própria e de outros 596 voluntários durante toda a sua trajetória, o Instituto Ponte oferece também reforço pedagógico, atendimento psicológico, além de acesso a material didático, uniforme, alimentação e auxílio-transporte, recursos que ajudam a garantir a permanência e a frequência escolar dos alunos. A relevância desse acompanhamento se confirma na taxa de retenção: 81% dos jovens selecionados permanecem no programa.

Bartira Almeida, presidente do Instituto Ponte, afirma que a redução da desigualdade social passa, necessariamente, pelo engajamento conjunto entre o setor privado e a sociedade civil. “Essa sinergia sustenta o crescimento econômico do país no longo prazo, mas garante, antes disso, um direito humano: a educação de qualidade para todos e a ascensão social em uma geração. O desafio agora é continuar ampliando e fortalecendo pontes como essas, para que mais jovens tenham a mesma chance e para que o Brasil não desperdice talentos que podem ajudar a construir o seu futuro", defende.


Da venda de doces à carreira em tecnologia

Integrante do Instituto Ponte desde 2016, Wagner Estevam Barcelos da Silva formou-se em Engenharia de Software, acumulou experiências em grandes empresas e já chegou a atuar como analista de negócios.

Quando começou a fazer parte do Instituto, Wagner ainda era um menino, mas já demonstrava iniciativa e disposição para construir o próprio caminho: vendia doces, bolos de pote e tortas holandesas e, assim, começou a desenvolver habilidades de comunicação, relacionamento e negociação.

Com o passar dos anos, o interesse por tecnologia ganhou espaço em sua trajetória. Wagner concluiu a graduação em Engenharia de Software no Instituto de Tecnologia e Liderança (Inteli), formação que combinou conhecimentos de tecnologia, análise de dados, negócios e desenvolvimento de habilidades pessoais.

As primeiras experiências profissionais vieram por meio de programas de estágio de férias. Wagner começou no Banco PAN. Em seguida, também passou pelo BTG e realizou seu estágio regular na Uber, experiência que considera importante para sua formação profissional. “Foi um estágio muito bom. Aprendi muitas coisas”, relata.

Depois da passagem pela Uber, Wagner atuou como analista de negócios no iFood, dando continuidade a uma trajetória profissional que começou muito antes da universidade.

Ao recordar esse caminho, o jovem faz questão de mencionar a influência da mãe, que o incentivou desde cedo e lhe ensinou o valor do trabalho. Foi também por meio da venda de doces que ele começou a identificar habilidades e interesses que, mais tarde, estariam diretamente relacionados às suas escolhas acadêmicas e profissionais. “Eu sempre gostei de conversar, de vender, e isso tem uma relação direta com o curso e com a faculdade que escolhi”, afirma Wagner.

A história de Wagner é um exemplo concreto do propósito do Instituto Ponte: contribuir para que jovens de alto potencial acadêmico e em situação de vulnerabilidade social tenham acesso a uma formação de qualidade e possam alcançar ascensão social em uma geração.


Sete vezes entre as 100 melhores

O Instituto Ponte também soma sete reconhecimentos no ranking nacional das 100 Melhores ONGs do Brasil, conquistados nos anos de 2018, 2019, 2020, 2021, 2022, 2024 e 2025. Promovido anualmente, o prêmio reúne organizações de todo o país e reconhece aquelas que se destacam pela qualidade da gestão, governança, transparência e capacidade de transformar recursos em resultados concretos.

Em 2023, embora não tenha integrado o ranking nacional, o Instituto Ponte foi eleito a Maior ONG do Espírito Santo, mantendo presença constante entre as principais referências do terceiro setor.

A trajetória do Instituto Ponte é marcada pelo compromisso de ampliar oportunidades educacionais para jovens em situação de vulnerabilidade social, por meio de uma metodologia que combina acesso à educação de excelência, acompanhamento individualizado e desenvolvimento humano.