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Carnaval com pets exige atenção redobrada para evitar estresse e riscos à saúde do animal
Publicado em 5 de fevereiro de 2026 às 15:55h
Carnaval com pets exige atenção redobrada para evitar estresse e riscos à saúde do animal
Calor intenso, aglomerações e barulho excessivo tornam o período de Carnaval um dos mais delicados para cães e gatos. Situações comuns da folia podem provocar desidratação, hipertermia, acidentes e crises de estresse nos animais, exigindo cuidados especiais por parte dos tutores.
A médica-veterinária Thaiz de Deco Souza, coordenadora do curso de Medicina Veterinária da FAESA, alerta que blocos de rua e festas com grande concentração de pessoas não são ambientes adequados para pets. “O risco de superaquecimento, fuga, pisoteamento e medo causado pelo som alto é elevado. Caso o tutor queira levar o animal, o ideal é optar por locais preparados para receber pets, como eventos controlados em shoppings, sempre com coleira e guia”, orienta.
Entre os principais perigos do Carnaval estão a desidratação, a intermação, o estresse intenso e os acidentes. O calor excessivo pode levar à hipertermia, que é quando a temperatura corporal sobe rapidamente, quadro que pode evoluir para falência de órgãos e até óbito. Alguns sinais indicam que o pet está passando mal, como respiração ofegante, salivação excessiva, apatia, tremores e dificuldade para respirar. Para prevenir problemas, os passeios devem acontecer apenas nos horários mais frescos do dia, antes das 9h e após as 17h.
O uso de fantasias também requer atenção. Segundo a veterinária, só devem ser utilizadas se o animal já estiver acostumado e se não causarem calor ou desconforto. Itens como glitter, tintas, confetes, serpentinas e acessórios pequenos devem ser evitados, pois podem ser ingeridos e causar intoxicações ou obstruções intestinais.
Para quem decide levar o pet a ambientes externos, a hidratação constante é indispensável, assim como a proteção contra o calor do asfalto, que pode queimar as patas. Raças braquicefálicas, como pugs e buldogues, merecem cuidado ainda maior por terem maior dificuldade para regular a temperatura corporal. Já os tutores que vão viajar ou passar longos períodos fora de casa devem evitar deixar o animal sozinho. A recomendação é contar com alguém de confiança para visitas diárias ou optar por pet sitters e hotéis especializados, que garantam acompanhamento adequado. Com atenção simples e escolhas responsáveis, é possível atravessar o Carnaval com segurança e bem-estar para toda a família, inclusive para os pets.