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Sexta-feira, 3 de abril de 2026
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Tarifaço de Trump: empresas familiares do ES podem ser as próximas vítimas

Publicado em 31 de julho de 2025 às 09:35h

Tarifaço de Trump: empresas familiares do ES podem ser as próximas vítimas

O Espírito Santo pode não exportar tanto para os Estados Unidos quanto outros estados brasileiros, mas os reflexos do tarifaço anunciado por Donald Trump já começam a bater à porta de empresários capixabas — principalmente aqueles que tocam empresas familiares. E quem não estiver preparado pode ver seu patrimônio virar fumaça. A medida anunciada pelo presidente americano, que impõe tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros a partir de agosto de 2025, vem causando calafrios no mercado internacional. 

O Brasil deve perder mais de 23 bilhões de dólares em exportações até o final de 2026, segundo a XP Investimentos. E o impacto pode ir muito além das grandes indústrias. “Quem acha que isso é problema só de multinacional está redondamente enganado. A cadeia produtiva é interligada. Um tarifaço como esse pode atingir uma pequena metalúrgica da Serra, uma fábrica de embalagens em Cariacica ou uma indústria de café em Linhares, mesmo que ela não exporte diretamente”, alerta o advogado patrimonialista Lucas Judice, especialista em proteger bens de famílias empresárias.

Segundo ele, o problema é que muitas empresas familiares ainda não têm o mínimo de organização jurídica para enfrentar crises externas. A boa notícia é que dá para se proteger — e a hora é agora. Com medidas simples, como a criação de uma holding familiar ou a separação dos bens dos sócios, é possível evitar que uma crise empresarial vire uma tragédia pessoal. “Blindagem patrimonial não é luxo. É necessidade para quem quer dormir tranquilo. É o que separa uma família que passa por dificuldades daquelas que perdem tudo”, reforça o advogado.

O Espírito Santo na linha de tiro

O Estado tem grande presença em setores que podem ser afetados direta ou indiretamente com o tarifaço: produtos químicos, embalagens, café conilon, siderurgia e até móveis. Em um mundo cada vez mais instável, pensar local não basta — é preciso agir globalmente, inclusive na forma de proteger o patrimônio. Mesmo empresas que não exportam podem depender de insumos importados ou de clientes que vendem para fora. “O empresário capixaba precisa acordar. Essa tarifa é só o começo. O mundo está mudando rápido e quem não se adapta fica para trás — ou pior, perde tudo”, alerta Judice.