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Terça-feira, 21 de julho de 2026
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Quando a queda de cabelo deixa de ser um problema estético e passa a exigir tratamento médico

Publicado em 30 de junho de 2026 às 17:36h

Quando a queda de cabelo deixa de ser um problema estético e passa a exigir tratamento médico

Médica alerta para sinais que indicam comprometimento da saúde dos fios e do couro cabeludo

Divulgação

Queda excessiva de cabelo, fios cada vez mais finos, falhas aparentes, fios no travesseiro ou pelo chão da casa  costumam ser tratados inicialmente como questões estéticas. Muitas pessoas recorrem a cosméticos, procedimentos em salão e mudanças na rotina de cuidados sem perceber que, em diversos casos, o problema pode ter origem clínica e exigir acompanhamento médico especializado.

Segundo a médica Renata Melo, referência em terapia capilar, existe uma diferença importante entre danos estéticos causados por química, calor e hábitos inadequados e alterações relacionadas à saúde capilar. “Nem toda queda de cabelo é apenas um problema estético. Quando há alterações persistentes no volume, afinamento progressivo dos fios, inflamações no couro cabeludo ou queda acima do normal, é fundamental investigar as causas clínicas para evitar evolução do quadro”, explica.

A médica destaca que a saúde dos fios está diretamente ligada ao funcionamento do organismo e pode refletir fatores hormonais, genéticos, inflamatórios, nutricionais e emocionais.


Quando o salão deixa de resolver

Procedimentos como hidratação, reconstrução e cronogramas capilares podem ajudar na aparência e na recuperação da fibra capilar, principalmente em casos de danos químicos. No entanto, existem sinais que indicam a necessidade de

avaliação médica.

Entre os principais sintomas de alerta estão: queda persistente por semanas ou meses, aumento da exposição do couro cabeludo, afinamento progressivo dos fios, coceira, vermelhidão ou descamação e excesso de oleosidade;

“Muitas pacientes chegam ao consultório após meses tentando resolver a situação apenas com tratamentos cosméticos. Em alguns casos, existe alopecia androgenética, inflamações do couro cabeludo ou deficiências nutricionais que precisam ser tratadas de forma médica”, afirma Renata.


Diagnóstico correto é essencial

A terapia capilar médica busca identificar a origem do problema para definir protocolos individualizados. A avaliação pode envolver análise clínica, histórico do paciente, exames laboratoriais e investigação de fatores hormonais e metabólicos.

“Cada paciente apresenta uma causa diferente para a queda capilar. Por isso, o tratamento precisa ser personalizado. Não existe solução única quando falamos em saúde capilar”, ressalta a médica.


Entre os tratamentos utilizados atualmente estão tecnologias e protocolos como:

- Microagulhamento;

- Laserterapia;

- Drug Delivery;

- Terapias regenerativas;

- Bioestimulação capilar.

Os procedimentos têm como objetivo estimular o crescimento saudável dos fios, fortalecer o couro cabeludo e controlar processos inflamatórios e de queda. Além do impacto visual, alterações capilares também podem afetar autoestima, segurança e qualidade de vida, que reforçam a importância do diagnóstico precoce.

Dra. Renata Melo | Divulgação

“A queda de cabelo não deve ser normalizada quando ela começa a afetar densidade, volume ou qualidade dos fios. Quanto antes investigamos, maiores são as chances de controlar o quadro e recuperar a saúde capilar”, conclui Renata Melo